domingo, 11 de dezembro de 2011

Alguém tinha que se mexer !

Um dia você acorda sem se dar conta que uma ideia pode mudar sua história, ou a vida de alguém. Notem que as melhores coisas acontecem assim : despretensiosamente.

Eu estava com uma imensa vontade de festejar e em uma conversa com minha querida amiga Adriana Patricia de Souza, que em 1998 era minha companheira de trabalho, resolvemos promover uma festa à fantasia. Não tínhamos dinheiro, mas tínhamos vontade e com ela fomos enchendo um enorme pacote de sonhos.

O Alexandre Avila e a Fabiana Pontes, também colegas de trabalho, gostaram da ideia e juntaram-se a nós. Em um mês estava tudo pronto: uma casa noturna cedeu o espaço gratuitamente, uma gráfica doou os convites impressos, uma transportadora disponibilizou um caminhão e o espaço para armazenagem, e as pessoas trouxeram o coração.

O que era pra ser um happy hour se transformou na I Festa Beneficente do GASP.
 Aconteceu em 23/09/1998, uma quarta-feira, às 21:30hs, contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas e arrecadamos uma tonelada de alimentos não perecíveis.
É incrível como esse tipo de energia mobiliza as pessoas. De todos os lados aparecia gente interessada em ajudar, a fazer parte, a dar dicas preciosas como as de Mirivani Claudio, gerente da casa noturna que nos ensinou a pesquisar as instituições beneficiadas, a divulgar a festa, a gerenciar a distribuição dos donativos.

No sábado seguinte à festa, nos reunimos para separar, dividir e entregar os alimentos para as quatro entidades escolhidas, a saber: Associação Cruz Verde, Obras Sociais do Colégio Assunção, Amparo Maternal e Casa de Marcos. Foi então, que Ricardo Reis veio se juntar ao grupo e às nossas vidas.




E assim nasceu o GASP, proporcionando experiências inesquecíveis através das visitações às instituições, nos encontros dos colaboradores, nos ideais, na consolidação de valores.

Batizamos a festa de "Alguém tem que se mexer" e no verso do convite lia-se o seguinte:
Ando doente e dizem que não há cura.
Num dia desses quando conseguir dormir, como sempre na rua,
Tive um sonho colorido e engraçado:
Iam entrando do outro lado, numa festa animada
Deixando um pacote na entrada, um anjo e uma fada.
Os amigos alegres os chamavam para dançar
Tudo aquilo, tão estranho, se esclareceu no final, pois
Ouvi dizer que os pacotes eram para fome de um menino pobrezinho
Sorri e levantei da calçada, pois a minha cura já estava a caminho


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